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Pulseira de silicone pode ser alternativa para reduzir a proliferação da dengue


Foto: divulgação

Número de infectados pela doença no país pode reduzir drasticamente caso o Sistema Único de Saúde adote o uso do dispositivo, que tem menor custo que a vacina e eficácia de 98,75%


Uma pulseira feita à base de silicone medicinal, compostos derivados de plantas e cera poderá se tornar uma arma contra a proliferação da dengue no Brasil. A nova tecnologia já recebeu autorização das autoridades de saúde para ser comercializada em Angola, na África, por apresentar eficácia de 98,75% na prevenção da dengue e também da malária, zika e chikungunya.


Produzida pela Ooze Nanotecnologia, empresa com sede em Braga, Portugal, a medicinal emite um odor controlado ao ter contato com o corpo que confunde o mosquito vetor.


“Em doenças transmitidas pela picada de mosquitos do gênero Anopheles e Aedes, o odor emitido pela pulseira até permite que o mosquito se aproxime da pessoa, mas ele fica sem forças para picá-la por ter a sensação de estar em cima de uma planta”, explica Ivan Marques, presidente da Câmara de Comércio Brasil-Portugal Centro-Oeste/Goiás (CCBPCO/GO) e representante da marca na região.


Marques ressalta que o dispositivo consegue prevenir as doenças em um raio de até 60 centímetros. Outro diferencial da pulseira é o custo, bem abaixo que o da vacina contra a dengue.


“Enquanto a vacina chega a custar R$ 428,00 e exige pelo menos duas doses para ter eficácia contra a dengue, a pulseira medicinal pode sair a um custo de R$ 50 no Brasil”, compara.


O presidente da CCBPCO/GO lembra que mesmo quando a pessoa toma a vacina contra a dengue o imunizante não a impede de ser infectada e de também transmitir a doença para outras pessoas.


“Enquanto a pulseira impede que a pessoa seja picada e infectada pela dengue, a vacina somente irá evitar que a doença seja agravada ou alcance o estágio hemorrágico, além de não diminuir na prática a contaminação e proliferação do vírus pelo mosquito vetor”, salienta.


Ivan Marques defende que a pulseira seja disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para toda a população brasileira, já que apresenta maior eficácia que a vacina e também porque reduzirá as despesas do poder público com a dengue.


Fabricante diz que equipamento é solução definitiva contra dengue

A pulseira medicinal foi desenvolvida há cinco anos pela pesquisadora portuguesa Filipa Fernandes, ex-estudante da Universidade do Minho, em Portugal.


“O nosso objetivo é conseguir divulgar essa pulseira para os governos dos países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) para que possam ter acesso a uma tecnologia simples e que representa uma solução definitiva contra doenças como a dengue”, destaca Manuel Azevedo Cruz, diretor comercial da Ooze Nanotec e vice-presidente CCBPCO/GO.


O executivo acrescenta que em Angola o dispositivo já conseguiu parecer positivo para ser comercializado pela Agência Reguladora de Medicamentos e Tecnologia de Saúde (Armed).


Segundo Manuel Cruz, a pulseira medicinal fabricada pela Ooze NanoTecnologia já foi testada no Brasil e os resultados foram promissores.


“No ano passado as pulseiras foram testadas no Estado do Ceará com mais de 300 pessoas e os resultados representaram 98,75% de eficácia”, pontua.


Fonte: Portal Notícias Goiás

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