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Câmara do Mato Grosso completa 2 anos de atuação, comemora metas alcançadas e elenca desafios

Atualizado: 1 de abr.


Os presidentes João Ernesto, da Câmara do Mato Grosso, e João Ramos, da Associação de Empresários de Kenya, em Kenya. Foto: arquivo pessoal

A Câmara de Comércio e Indústria Brasil Portugal de Mato Grosso, fundada em 18 de março de 2020, é oficialmente reconhecida pela Federação das Câmaras e pela AICEP - Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal. Como todas as câmaras bilaterais, é uma associação de empresas sem fins lucrativos e sua missão é promover uma rede de oportunidades de negócios e o fortalecimento do business community da língua portuguesa. Nesta edição, a assessoria de comunicação da Federação entrevistou João Ernesto, Presidente da Câmara do Mato Grosso, confira abaixo:

- Federação: Neste mês de aniversário da Câmara, quais os principais desafios e as principais conquistas obtidas até hoje?

Nossa Câmara nasceu no período de extrema dificuldade empresarial no contexto de Mato Grosso, pois o começo das atividades ocorreram justo no início do confinamento motivado pela pandemia. Dessa forma, o primeiro grande desafio foi a remodelagem das abordagens para atrair empresários para o nosso grupo. A estratégia que utilizamos foi não estruturar sob o aspecto financeiro a Câmara de Comércio para poder trabalhar juntamente com alguns setores da economia com o objetivo de ganhar notoriedade curricular junto ao empresariado mato-grossense por nossa atuação. Dessa forma, priorizamos um setor que ocorreu de forma espontânea fruto da atividade de um dos nossos associados, passamos a atividade de abertura de mercado na área mineralógica. Assim, pudemos fazer ao longo destes dois anos aproximadamente 67 conferências, 5 webinars.

Em nossas negociações, tivemos o apoio da Câmara Portuguesa de Nairóbi que nos auxiliou em várias iniciativas, entre elas as visitas a Quênia e Dubai, onde intermediamos algumas transações. Acreditamos que agora com o desconfinamento e o retorno à nova normalidade, deveremos ampliar nosso foco para agricultura do médio produtor e o familiar, com vistas à exportação com outros parceiros portugueses ao redor do mundo.

- Federação: Cite algumas das atividades que a Câmara está tocando atualmente.

Bom, na área de serviço atualmente temos uma empresa de tecnologia que está negociando a utilização de sua estrutura tecnológica por uma instituição de ensino de Aveiro que está em fase de estudo e negociação. Já no intercâmbio de pessoas que buscam qualificação, estimulamos a prática durante esses anos com relativo sucesso o intercâmbio de mato-grossenses para qualificação em mestrado e doutorado na Universidade de Lisboa, a do Porto e da Universidade Nova de Lisboa. Outro avanço foi no processo de cidadania. Houve um acréscimo considerável relativo aos descendentes dos sefarditas (judeus originários de Portugal) que estão pedindo a nacionalidade portuguesa dos que vivem em Mato Grosso.

- Federação: Quais os desafios e as metas para os próximos anos?

A nossa meta para 2022 é atrair empresários para fortalecer a nossa Associação e podermos fazer uma visita técnica em Aveiro ou Alentejo, que ainda será deliberada a data. Para 2022/23 a nova diretoria deverá assumir com o desafio da aproximação com dois setores fundamentais para economia de Mato Grosso, a agricultura média e pequena, digo familiar. Isso acontecerá por meio da estruturação de cooperativas de exportação e área industrial relacionada a insumos para agricultura, uma vez que Mato Grosso possui reservas de fosfato entre outros para agricultura local.